SONY DSCGostaria de chamar a atenção para o tema cultura digital, e como ela afeta a vida na academia. A definição para o termo ainda não está consolidada, mas ele é largamente usado para se referir as interações entre o homem e a tecnologia, o mundo on-line e o mundo off-line.

Pense no impacto que as novas tecnologias e a internet causam em toda a sociedade. Agora mesmo, qual é o meio que você está usando para ler esse texto? Um computador, um tablet, um celular? E esse texto foi publicado onde? Em um site e será divulgado por meio de redes sociais.

Da mesma forma, o cliente da academia faz uso dessas tecnologias e também da informação. Ele tem em casa um vídeo game com o qual pode se exercitar, um aplicativo no celular que mostra a execução dos exercícios, outro que calcula o gasto calórico; além de ter sua música preferida à distância de um toque e ainda poder optar por assistir a sua série predileta ali mesmo, na bicicleta ergométrica.
E se o profissional de Educação Física dá uma resposta insatisfatória, é só fazer uma busca rápida e a credibilidade vai por água abaixo.

A cultura digital afeta e muito a vida na academia, e para aqueles que pensam que a máquina não pode substituir o homem, eu digo: cuidado. Não se trata de substituição, mas de uma mudança na forma de se relacionar, uma mudança no comportamento social. Academias e profissionais que não quebrarem paradigmas e se adaptarem a essas novas demandas, certamente ficarão para trás.

Algumas academias já perceberam que essas mudanças são necessárias e saíram à frente. Usam o vídeo game, oferecem esteiras com telas exclusivas, equipamentos que se programam de acordo com o usuário, aulas de bike em 3D e inúmeros outros atrativos. Não me surpreenderia em ter academias oferecendo aulas de ginástica por vídeo conferência com algum ícone do meio. Todo esse aparato, com certeza, não está ao alcance de todos e também não é adequado a todos os públicos, mas é possível inserir a academia na cultura digital sem gastar muito.

Oferecer uma rede wi-fi, ter uma área de acesso restrito no site com as informações individuais sobre o treino e a avaliação física, oferecer um blog com textos sobre saúde, participar ativamente das redes sociais, avisar sobre eventos via SMS, são alguns exemplos que não necessitam grandes investimentos.

É preciso aceitar que com o advento dos dispositivos móveis, nossa sociedade decretou o fim da vida off-line. Vivemos uma realidade mista, em que on e off se permeiam, não olhar com atenção para essa realidade é como escrever, para o seu negócio, uma versão da “Crônica de uma morte anunciada”.